quarta-feira, 18 de junho de 2008




A vontade e a esperança de transformar preconceitos e discriminação em igualdade de direitos, respeito e solidariedade estão no olhar de cada criança e adolescente que integra o Projeto Buscapé. Isso elas demonstraram na sede da Oficina de Investigação Musical da Bahia (Oimba), no Pelourinho, quando participavam de um seminário sobre a adolescência e seus mitos. O evento colocou em discussão as transformações biológicas e comportamentais pelas quais passam os adolescentes.
O padrão de beleza imposto pela sociedade, a construção da identidade deles como adolescentes e os preconceitos naturais da idade foram discutidos animadamente no Oimba, sem distinção de quem é portador de necessidades especiais ou as ditas “pessoas normais”. “O objetivo é desconstruir as construções e as posturas dos adolescentes diante de valores e ações, dando novos valores e significados a velhos conceitos e aprimorando outros”, ressaltou a pedagoga do Buscapé, Anunciação Silva.
Ao som dos Tribalistas e da cantora Luka, os adolescentes encararam com humor os preconceitos relatados durante o seminário, interagiram e discutiram a violência, a exploração sexual, Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e Aids, gravidez na adolescência, a questão das drogas e o preconceito racial. “A adolescência é trabalhada em suas mais variadas vertentes, como as questões sociais que envolvem os direitos e deveres dos adolescentes, a menor idade penal, entre outros. Eles têm muita preocupação com a vaidade, com o corpo, e a participação nas atividades do projeto permitiu a eles uma consciência mais crítica diante de situações de risco”, salientou Anunciação Silva.

Um comentário:

Carla disse...

Adorei seu blog, estou o adicionando
:)