quarta-feira, 18 de junho de 2008

Separação dos pais, e suas consequências familiares




Muito mais do que os adultos, as crianças são muito atentas à comunicação não verbal. Os filhos percebem o clima afetivo, o estado emocional dos pais sem que eles falem explicitamente. Sendo assim, quando há um problema sério, as crianças percebem e se os pais não conversam sobre o assunto, elas podem criar fantasias piores do que a própria realidade. Pior ainda quando os pais negam, pois a criança passa a duvidar sobre sua capacidade de percepção da realidade, o que é extremamente prejudicial ao desenvolvimento afetivo.

- 11 a 15 anos
Separação: O envolvimento das meninas tende a ser bem maior. É fundamental delimitar o que é questão do casal e o que é familiar e principalmente explicar que ela não tem, nem deve "assumir partido" de um dos pais. Já os meninos são mais quietos e fechados, parecem até mesmo nem se abalar e isso pode camuflar o sofrimento. Eles sofrem também só que de outra forma. Grandes discursos e longas conversas são muito desgastantes para eles, portanto o melhor é comunicar de forma clara e simples, deixando espaço para as eventuais dúvidas que podem demorar até mesmo semanas ou meses para surgir. Perda de emprego: O mais importante é a postura dos pais diante da demissão, ela acaba sendo determinante na forma como os pais irão passar a notícia. Assumir a demissão como uma catástrofe poderá desestruturar a família. As privações que se farão necessárias, financeiras por exemplo (que já são difíceis nesta idade) podem ser vistas como algo insuportável, que pode até mesmo abalar a identidade do púbere, que está se formando a partir da identidade com os amigos. Restringir seus programas e seus bens de consumo pode ser algo que interfira nas suas relações e gere uma certa revolta. Se as privações forem vistas como transitórias e como um obstáculo a ser superado, será mais fácil lidar com a situação. Esta pode ser uma boa oportunidade para os filhos aprenderem a lidar com as frustrações. Morte: O falecimento pode ser bastante doloroso nesta fase, quando os sentimentos estão a flor da pele (muito por conta das transformações hormonais). Comunicar de forma clara e verdadeira é a melhor maneira, pois isso ajuda o púbere a fazer o luto daquela pessoa que partiu. Quando os filhos ficam muito excluídos do episódio, fica muito mais difícil se despedir da pessoa que faleceu. Os filhos devem sentir que têm espaço para sofrer e que isso é natural nestas circunstâncias. 15 anos em diante Separação: Como os filhos são maiores os pais devem ter um cuidado especial ao comunicar a separação. Por terem a sensação de que os filhos entendem melhor a situação, muitos pais se sentem no dever de explicar tudo que levou a separação, o que é desnecessário e nem é conveniente, porque são questões do casal e não dos filhos. Pais que se julgam muito amigos dos filhos, podem ter uma dificuldade a mais pois podem acabar desabafando suas dores para o filho, que assim tende a assumir um dos lados. Usar um dos filhos como aliado durante uma separação é um dos maiores erros que os pais podem cometer. Quando informarem à respeito da rotina, é importante ressaltar que a vontade deles será levada em conta quanto à convivência com o pai e com a mãe, sem que eles se sintam culpados por isso. Perda de emprego: Por compreender a situação é normal que os filhos vivam a demissão, principalmente do pai, como algo dramático. Ao comunicar o fato, os pais devem se esforçar ao máximo para ter uma postura positiva e colocar que aquela é uma oportunidade de mudança, que pode ser para melhor. Os pais devem colocar também que, devido à idade dos filhos, esperam que eles tenham a capacidade de compreender as mudanças que serão necessárias na vida familiar e que contam com o apoio dos filhos para superar a situação. Dessa forma o filho se sente incluído na vivência familiar de uma forma madura e tolerante. Morte: Os pais devem informar os filhos sobre a realidade e não tem como evitar que sofram com a notícia. Os adolescentes já têm a noção das implicações de perder alguém. O principal é que ele sinta que há colo para chorar e sofrer. É ruim quando o filho vê os pais tão destroçados pela perda que sentem que devem ser fortes para dar suporte aos pais. O apoio dos filhos deve ser sempre bem-vindo, mas não deve se esperar que eles sejam fortes e adultos o suficiente para "segurar a barra" sozinhos (apesar de se acharem capazes devido à onipotência juvenil).

- 15 anos em diante
Separação: Como os filhos são maiores os pais devem ter um cuidado especial ao comunicar a separação. Por terem a sensação de que os filhos entendem melhor a situação, muitos pais se sentem no dever de explicar tudo que levou a separação, o que é desnecessário e nem é conveniente, porque são questões do casal e não dos filhos. Pais que se julgam muito amigos dos filhos, podem ter uma dificuldade a mais pois podem acabar desabafando suas dores para o filho, que assim tende a assumir um dos lados. Usar um dos filhos como aliado durante uma separação é um dos maiores erros que os pais podem cometer. Quando informarem à respeito da rotina, é importante ressaltar que a vontade deles será levada em conta quanto à convivência com o pai e com a mãe, sem que eles se sintam culpados por isso. Perda de emprego: Por compreender a situação é normal que os filhos vivam a demissão, principalmente do pai, como algo dramático. Ao comunicar o fato, os pais devem se esforçar ao máximo para ter uma postura positiva e colocar que aquela é uma oportunidade de mudança, que pode ser para melhor. Os pais devem colocar também que, devido à idade dos filhos, esperam que eles tenham a capacidade de compreender as mudanças que serão necessárias na vida familiar e que contam com o apoio dos filhos para superar a situação. Dessa forma o filho se sente incluído na vivência familiar de uma forma madura e tolerante. Morte: Os pais devem informar os filhos sobre a realidade e não tem como evitar que sofram com a notícia. Os adolescentes já têm a noção das implicações de perder alguém. O principal é que ele sinta que há colo para chorar e sofrer. É ruim quando o filho vê os pais tão destroçados pela perda que sentem que devem ser fortes para dar suporte aos pais. O apoio dos filhos deve ser sempre bem-vindo, mas não deve se esperar que eles sejam fortes e adultos o suficiente para "segurar a barra" sozinhos (apesar de se acharem capazes devido à onipotência juvenil).

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