quarta-feira, 18 de junho de 2008




A vontade e a esperança de transformar preconceitos e discriminação em igualdade de direitos, respeito e solidariedade estão no olhar de cada criança e adolescente que integra o Projeto Buscapé. Isso elas demonstraram na sede da Oficina de Investigação Musical da Bahia (Oimba), no Pelourinho, quando participavam de um seminário sobre a adolescência e seus mitos. O evento colocou em discussão as transformações biológicas e comportamentais pelas quais passam os adolescentes.
O padrão de beleza imposto pela sociedade, a construção da identidade deles como adolescentes e os preconceitos naturais da idade foram discutidos animadamente no Oimba, sem distinção de quem é portador de necessidades especiais ou as ditas “pessoas normais”. “O objetivo é desconstruir as construções e as posturas dos adolescentes diante de valores e ações, dando novos valores e significados a velhos conceitos e aprimorando outros”, ressaltou a pedagoga do Buscapé, Anunciação Silva.
Ao som dos Tribalistas e da cantora Luka, os adolescentes encararam com humor os preconceitos relatados durante o seminário, interagiram e discutiram a violência, a exploração sexual, Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e Aids, gravidez na adolescência, a questão das drogas e o preconceito racial. “A adolescência é trabalhada em suas mais variadas vertentes, como as questões sociais que envolvem os direitos e deveres dos adolescentes, a menor idade penal, entre outros. Eles têm muita preocupação com a vaidade, com o corpo, e a participação nas atividades do projeto permitiu a eles uma consciência mais crítica diante de situações de risco”, salientou Anunciação Silva.
Racismo no Brasil é, no mínimo, uma atitude de ignorância as próprias origens. Qual é o antepassado do “verdadeiro brasileiro”? Indígena (os primeiros povos a habitar a terra do ‘Pau Brasil’)? Os negros (que foram trazidos para trabalhar como escravos e, ainda, serviram de mercadoria para seus senhores)? Os portugueses (que detém o status de descobridores desta terra)? Porém, pode ser a miscigenação de todas as raças, como vemos hoje? Afinal de contas, aqui se instalaram povos de todos os lugares do mundo. Portugueses, espanhóis, alemães, franceses, japoneses, árabes e, ultimamente, peruanos, bolivianos, paraguaios, uruguaios e até argentinos vivem neste país que hospitaleiro até demais com os estrangeiros e, muitas vezes, hostil com sua população.Atualmente, a população brasileira faz parte do ‘vira-latismo’ mundial. Quantas pessoas mestiças nascidas no Brasil você conhece ou, pelo menos, já viu? Quantas vezes você ouviu alguém dizer que...”meu avô era africano, minha avó espanhola”, ou então...”meu pai é japonês e minha mãe é árabe”? Quando representantes ‘tupiniquins’ participam de eventos esportivos ou sociais, o que vemos são pessoas de diferentes raças, mas apenas um sangue, somente uma paixão, o Brasil.O que existe por aqui é muito racismo camuflado e que todo mundo faz questão de não enxergar. Os alvos, mesmo que inconscientemente, sempre são os mesmos. Negros, mestiços, nordestinos, pessoas fora do padrão da moda, ou seja, obesos, magrelas, altos demais, baixos ou anões e, principalmente, os mais pobres sofrem com a discriminação e não conseguem emprego, estudo, dignidade e respeito. Estes não têm vez na sociedade brasileira!Para exemplificar isso, basta visitar as faculdades, os pontos de encontro (como bares, danceterias, teatros e cinemas) ou, até mesmo, se tiver mais coragem, verificar o revés da história, ou seja, favelas e presídios. Claramente, nesses lugares, este racismo hipócrita e camuflado vem à tona e causa espanto em muitas pessoas que não ‘querem’ encarar a verdade dos fatos.Segundo a Constituição Brasileira, qualquer pessoa que se sentir humilhada, desprezada, discriminada, etc...por sua cor de pele, religião, opção sexual...pode recorrer a um processo judicial contra quem cometeu tal atrocidade. Mas, neste país, a verdade é que ninguém encara isto seriamente e quando atitudes idênticas a do jogador Grafite, do São Paulo Futebol Clube, acontecem causa estranheza nas pessoas. Grafite está errado em exigir seus direitos? Certamente, não! Mas, na verdade este fato deve ser de alento para que todos lutemos por vagas nas faculdades públicas, trabalho e, conseqüentemente, respeito! Porém, sem ter de passar pela humilhante condição de “cotas para negros” ou programas de televisão sensacionalistas que exploram a distinção racial e social para ganhar audiência. A cota tem de estar disponível para quem não tem condições de cursar uma faculdade paga. Mas, para que isto ocorra é necessário que haja uma reforma no ensino, com o objetivo de se melhorar e valorizar as escolas estaduais e municipais, para que seus alunos possam “brigar” por vagas em universidade gratuitas. A somatória de notas pela vivência escolar pode ser uma solução para o caso, contudo, mesmo assim, tem de acontecer uma reconstituição de educação no Brasil.Voltando ao caso “Grafite”, dois fatos ficaram mal explicados e precisam ser explicados. O primeiro se refere ao fato de que se prática de racismo, no Brasil, é crime inafiançável, Desábato não poderia ter sido libertado mediante pagamento de fiança. Se o argentino pôde escapar, daqui para frente todos que forem indiciados neste artigo terão o mesmo direito. A outra preocupação é com a ação de alguns brasileiros que banalizam o acontecimento e começam a utilizar as palavras agressivas do zagueiro do Quilmes para hostilizarem os brasileiros, mesmo sendo mestiços e negros. Pior do que a atitude do argentino foi a do torcedor que jogou uma banana no campo do Estádio Paulo Machado de Carvalho (Pacaembu), no jogo da seleção brasileira contra a Guatemala. Isto é repugnante! Ainda neste pensamento, outro fato negativo, é que há jornalista esportivo no Brasil desdenhando de toda esta situação e, ainda, se posiciona contrário a atitude do atacante do tricolor. Isto é um absurdo! Um formador de opinião não pode cometer tal heresia.Daqui para frente, tudo tem de ser diferente! O brasileiro tem de valorizar e acreditar em suas virtudes, para que um dia este país tenha condições de lutar com igualdade pelos seus direitos e por todos nós, além de almejar um posto de destaque no cenário mundial. Caso contrário, seremos sempre o país do futebol, do melhor corredor de automobilismo, da melhor ginasta, do melhor carnaval, mas, nunca teremos cadeira fixa nos conselhos mundiais, como a Organização das Nações Unidas, que definem as regras econômicas e comerciais vigentes.

Separação dos pais, e suas consequências familiares




Muito mais do que os adultos, as crianças são muito atentas à comunicação não verbal. Os filhos percebem o clima afetivo, o estado emocional dos pais sem que eles falem explicitamente. Sendo assim, quando há um problema sério, as crianças percebem e se os pais não conversam sobre o assunto, elas podem criar fantasias piores do que a própria realidade. Pior ainda quando os pais negam, pois a criança passa a duvidar sobre sua capacidade de percepção da realidade, o que é extremamente prejudicial ao desenvolvimento afetivo.

- 11 a 15 anos
Separação: O envolvimento das meninas tende a ser bem maior. É fundamental delimitar o que é questão do casal e o que é familiar e principalmente explicar que ela não tem, nem deve "assumir partido" de um dos pais. Já os meninos são mais quietos e fechados, parecem até mesmo nem se abalar e isso pode camuflar o sofrimento. Eles sofrem também só que de outra forma. Grandes discursos e longas conversas são muito desgastantes para eles, portanto o melhor é comunicar de forma clara e simples, deixando espaço para as eventuais dúvidas que podem demorar até mesmo semanas ou meses para surgir. Perda de emprego: O mais importante é a postura dos pais diante da demissão, ela acaba sendo determinante na forma como os pais irão passar a notícia. Assumir a demissão como uma catástrofe poderá desestruturar a família. As privações que se farão necessárias, financeiras por exemplo (que já são difíceis nesta idade) podem ser vistas como algo insuportável, que pode até mesmo abalar a identidade do púbere, que está se formando a partir da identidade com os amigos. Restringir seus programas e seus bens de consumo pode ser algo que interfira nas suas relações e gere uma certa revolta. Se as privações forem vistas como transitórias e como um obstáculo a ser superado, será mais fácil lidar com a situação. Esta pode ser uma boa oportunidade para os filhos aprenderem a lidar com as frustrações. Morte: O falecimento pode ser bastante doloroso nesta fase, quando os sentimentos estão a flor da pele (muito por conta das transformações hormonais). Comunicar de forma clara e verdadeira é a melhor maneira, pois isso ajuda o púbere a fazer o luto daquela pessoa que partiu. Quando os filhos ficam muito excluídos do episódio, fica muito mais difícil se despedir da pessoa que faleceu. Os filhos devem sentir que têm espaço para sofrer e que isso é natural nestas circunstâncias. 15 anos em diante Separação: Como os filhos são maiores os pais devem ter um cuidado especial ao comunicar a separação. Por terem a sensação de que os filhos entendem melhor a situação, muitos pais se sentem no dever de explicar tudo que levou a separação, o que é desnecessário e nem é conveniente, porque são questões do casal e não dos filhos. Pais que se julgam muito amigos dos filhos, podem ter uma dificuldade a mais pois podem acabar desabafando suas dores para o filho, que assim tende a assumir um dos lados. Usar um dos filhos como aliado durante uma separação é um dos maiores erros que os pais podem cometer. Quando informarem à respeito da rotina, é importante ressaltar que a vontade deles será levada em conta quanto à convivência com o pai e com a mãe, sem que eles se sintam culpados por isso. Perda de emprego: Por compreender a situação é normal que os filhos vivam a demissão, principalmente do pai, como algo dramático. Ao comunicar o fato, os pais devem se esforçar ao máximo para ter uma postura positiva e colocar que aquela é uma oportunidade de mudança, que pode ser para melhor. Os pais devem colocar também que, devido à idade dos filhos, esperam que eles tenham a capacidade de compreender as mudanças que serão necessárias na vida familiar e que contam com o apoio dos filhos para superar a situação. Dessa forma o filho se sente incluído na vivência familiar de uma forma madura e tolerante. Morte: Os pais devem informar os filhos sobre a realidade e não tem como evitar que sofram com a notícia. Os adolescentes já têm a noção das implicações de perder alguém. O principal é que ele sinta que há colo para chorar e sofrer. É ruim quando o filho vê os pais tão destroçados pela perda que sentem que devem ser fortes para dar suporte aos pais. O apoio dos filhos deve ser sempre bem-vindo, mas não deve se esperar que eles sejam fortes e adultos o suficiente para "segurar a barra" sozinhos (apesar de se acharem capazes devido à onipotência juvenil).

- 15 anos em diante
Separação: Como os filhos são maiores os pais devem ter um cuidado especial ao comunicar a separação. Por terem a sensação de que os filhos entendem melhor a situação, muitos pais se sentem no dever de explicar tudo que levou a separação, o que é desnecessário e nem é conveniente, porque são questões do casal e não dos filhos. Pais que se julgam muito amigos dos filhos, podem ter uma dificuldade a mais pois podem acabar desabafando suas dores para o filho, que assim tende a assumir um dos lados. Usar um dos filhos como aliado durante uma separação é um dos maiores erros que os pais podem cometer. Quando informarem à respeito da rotina, é importante ressaltar que a vontade deles será levada em conta quanto à convivência com o pai e com a mãe, sem que eles se sintam culpados por isso. Perda de emprego: Por compreender a situação é normal que os filhos vivam a demissão, principalmente do pai, como algo dramático. Ao comunicar o fato, os pais devem se esforçar ao máximo para ter uma postura positiva e colocar que aquela é uma oportunidade de mudança, que pode ser para melhor. Os pais devem colocar também que, devido à idade dos filhos, esperam que eles tenham a capacidade de compreender as mudanças que serão necessárias na vida familiar e que contam com o apoio dos filhos para superar a situação. Dessa forma o filho se sente incluído na vivência familiar de uma forma madura e tolerante. Morte: Os pais devem informar os filhos sobre a realidade e não tem como evitar que sofram com a notícia. Os adolescentes já têm a noção das implicações de perder alguém. O principal é que ele sinta que há colo para chorar e sofrer. É ruim quando o filho vê os pais tão destroçados pela perda que sentem que devem ser fortes para dar suporte aos pais. O apoio dos filhos deve ser sempre bem-vindo, mas não deve se esperar que eles sejam fortes e adultos o suficiente para "segurar a barra" sozinhos (apesar de se acharem capazes devido à onipotência juvenil).

Os problemas que uma adoção pode trazer !




Pesquisadores da Universidade de Minnesota, nos EUA, descobriram que 14% das crianças nascidas e adotadas naquele país possuem problemas comportamentais ou entraram em contato com profissionais da área da saúde mental durante a adolescência.
O relatório divulgado nesta segunda-feira afirma que “Apesar da popularidade da adoção, há uma preocupação persistente de que crianças adotadas possam ter riscos elevados de problemas da saúde mental ou de ajustamento.
Pesquisas sobre adoção tem feito afirmações similares por muitos anos. O que este estudo desafia são as razões por trás deste fenômeno.
Foram estudadas mais de mil crianças, adotadas ou não, neste estudo liderado por Margaret Keyes. A psicóloga e seus colegas descobriram que a disparidade entre adotados e as demais crianças pode ter origem em fatores inatos como cuidados perinatais ou os genes dos pais de nascença.
Outra descoberta surpreendente feita por este estudo foi constatar o fato de que, as crianças adotadas de dentro dos próprios EUA, têm mais chance de distúrbios comportamentais do que aquelas adotadas de outros países. Estas crianças têm muito mais probabilidade de internalizar seus problemas e sofrem mais comumente de depressão ou de distúrbios de ansiedade causados por separação. Estas descobertas vão contra a noção generalizada de que crianças que são adotadas de países estrangeiros tenham mais dificuldades em se adaptar às suas novas famílias.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Depressão em jovem tem feições próprias


O que você diria de uma menininha que fica exacerbadamente brava toda vez que não tem as suas vontades satisfeitas? Quando perde o programa de TV preferido, então, aí é como se o mundo desabasse sobre a cabeça dela. Não seria uma criança mimada, mal-educada? Talvez, mas o seu comportamento também tem um quê de depressivo.

Criança tem depressão, assim como adolescente (e até bebê!). E a incidência da doença entre os menores está crescendo. Diferentes estudos mostram que 15% dos adolescentes e até 9% das crianças sofrem de depressão. O maior nó da questão é que os sintomas se confundem facilmente com comportamentos típicos dessas fases da vida. Por esse motivo e também por preconceito e falta de informação sobre essa que é uma doença tal qual o diabetes e a hipertensão, 80% dos casos não são diagnosticados.

"Na última década, a depressão vem se manifestando cada vez mais cedo, seja por fenômenos de antecipação --mudanças na doença devido a fatores genéticos, sociais e ambientais--, seja porque as pessoas estão procurando ajuda profissional", diz o psiquiatra Ricardo Moreno, diretor do Gruda (Grupo de Estudos de Doenças Afetivas da Faculdade de Medicina da USP).

Para a psicóloga clínica Angelina França, uma das principais causas do aumento da doença entre adolescentes é a liberdade sem limites dada a eles numa fase em que ainda não possuem estrutura para organizar o que é bom ou não para si. A liberdade desassistida pode levar à depressão, diz.

O suicídio entre jovens triplicou em 30 anos e já é a segunda principal causa de morte, perdendo apenas para os acidentes. Em 51% dos casos, a depressão está presente.

Os sintomas de cada idade

Entre as crianças, são muito comuns manifestações atípicas da doença, como irritabilidade, hiperatividade e até perfeccionismo exagerado, sintomas que mal lembram a clássica apatia do deprimido adulto.

Além disso, ela se expressa de forma variada segundo a fase de desenvolvimento da criança.

As pequenininhas, que não dominam a linguagem ou nem sequer falam, usam artifícios não-verbais, como retrair o rosto e o corpo ou chorar muito. "Na fase escolar, são mais comuns dores e movimentos repetitivos do corpo, hiperatividade ou mesmo regressão --a criança fala de forma infantilizada e volta a urinar e a defecar na cama", diz o psiquiatra Rogério Morihisa.

Já na adolescência os sintomas são mais próximos aos dos adultos, porém acrescidos de um componente maior de agressividade.

O sentimento de não conseguir ver "luz no final do túnel", clássico da depressão, é o mesmo nos adolescentes, diz França. Mas, em geral, eles transferem isso para a agressividade, por ser "uma linguagem mais natural, menos elaborada". E também não assumem a doença. Já a criança sequer entende o que se passa com ela por uma questão cognitiva, diz França.

A partir da adolescência, a incidência da doença em meninas passa a ser o dobro da masculina. Não se sabe a razão, mas desconfia-se, por exemplo, da pressão social sobre o corpo feminino e de fatores hormonais.

"Nas meninas, há alta incidência de transtornos alimentares, como bulimia e anorexia. Nos meninos, podem surgir quadros ansiosos do tipo pânico", diz Geraldo Ballone, presidente da Sociedade Paulista de Psiquiatria Clínica. Eles também costumam apresentar mais comportamentos autodestrutivos, como participar de "rachas" de carro e abusar de drogas lícitas e ilícitas.

Medo de pai

Por culpa ou por medo, os pais costumam demorar ou relutar para procurar ajuda psicológica. "É muito raro uma criança ou um adolescente chegar ao meu consultório porque os pais perceberam algo de errado, a não ser no caso de tentativa de suicídio. Em geral, quem reconhece o quadro depressivo é o professor ou um psicólogo", diz o psiquiatra Arani Borges.

Os pais têm muito medo de levar o filho ao consultório e depois se verem responsabilizados pelo problema do rebento. Afinal, diz França, a família é envolvida diretamente no tratamento. "Mas pedir ajuda não é sinal de fraqueza, ao contrário, é de coragem porque implica enfrentar mudanças", diz a psicóloga.

A culpa dos pais também pode ser aliviada se a depressão deixar de ser encarada como resultado de falha de caráter ou de criação. Como qualquer doença, ela precisa ser diagnosticada e controlada. "Caracteriza-se pela dificuldade do cérebro em usar certas substâncias, como serotonina, dopamina e noradrenalina, para administrar informações entre os neurônios", explica o neurologista João Radvany, do hospital Albert Einstein (SP). Estão em jogo predisposição genética, educação e fatores sociais, ambientais e comportamentais.

Sabe-se, por exemplo, que filhos de pais deprimidos possuem até quatro vezes mais chances de ter a doença e que traumas emocionais pesados, como abuso sexual, podem detoná-la. Mas há quem sofra da doença sem nenhum motivo aparente. Seja como for, a doença deve ser tratada dado o primeiro alerta. Do contrário, ela tende a se tornar crônica.

"A probabilidade de um segundo episódio de depressão é de 35%, a do terceiro é de 70% e depois chega a quase 100%. Com tratamento correto, essas chances caem para quase a metade", diz Ballone.

Os riscos que rondam crianças e adolescentes deprimidos são muitos. Eles podem crescer menos que os outros e ter peso abaixo do normal. Também têm mais propensão ao alcoolismo, a consumir drogas e a se colocar em situações arriscadas. "Criança não tenta suicídio, brinca com a morte", diz Rogério Morihisa. "O adolescente pode criar relacionamentos pouco saudáveis e transar sem camisinha, por exemplo", diz Josef Kijner, psiquiatra e coordenador do curso de psicoterapia do adolescente do Instituto Sedes Sapientiae (SP). Acidentes de carro, em algumas situações, podem ser tentativas inconscientes de suicídio. Além disso, há sequelas "secundárias": uma adolescente anoréxica, como consequência do desequilíbrio nutricional, pode ter o ciclo menstrual desregulado.

Depressão não deve ser vista em qualquer manifestação de tristeza ou irritação. O diagnóstico preciso é feito por um profissional. Os tratamentos são eficientes e seguros e, na maioria dos casos, duram de seis meses a dois anos. "As pessoas acham que antidepressivo vicia, o que não é verdade", diz Ricardo Moreno.

Anorexia nervosa

A anorexia nervosa é uma disfunção alimentar, caracterizada por uma rígida e insuficiente dieta alimentar (caracterizando em baixo peso corporal) e estresse físico. A anorexia nervosa é uma doença complexa, envolvendo componentes psicológicos, fisiológicos e sociais. Uma pessoa com anorexia nervosa é chamada de anoréxica ou anoréctica. Uma pessoa anoréxica pode ser também bulímica. A anorexia nervosa afeta primariamente adolescentes do sexo feminino e jovens mulheres do Hemisfério Ocidental, mas também afeta alguns rapazes. No caso dos jovens púberes/adolescentes de ambos os sexos, poderá estar ligada a problemas de auto-imagem, dismorfia, dificuldade em ser aceito pelo grupo, ou em lidar com a sexualidade genital emergente, especialmente se houver um quadro neurótico (particularmente do tipo obsessivo-compulsivo) ou história de abuso sexual ou de bullying. A taxa de mortalidade da anorexia nervosa é de aproximadamente 10%, uma das maiores entre qualquer transtorno psicológico.

A anorexia nervosa afeta muito mais pessoas jovens (entre 15 a 25 anos), e do sexo feminino (95% dos casos ocorrem em mulheres). Muitos especialistas acreditam que a influência da mídia é a principal (mas não a única) causa de transtornos alimentares. Isto porque a mídia comumente (mas não sempre) impõe o estereótipo em que a magreza é um fator importantíssimo, senão indispensável, para o sucesso social e econômico de uma pessoa, desde redes de televisão até filmes e revistas. Tal influência é bastante negativa em crianças e adolescentes, cuja personalidade está em formação, e casos de garotas anoréxicas entre 11 e 14 anos existem com relativa freqüência.

A anorexia nervosa foi pouco discutida na cobertura jornalística da morte de algumas pessoas que morreram justamente devido a complicações da doença, como Karen Carpenter e Terri Schiavo e Ana Carolina Reston.

Pessoas que passaram por eventos traumáticos anteriormente, como rejeição familiar ou abuso físico e/ou sexual, também possuem um maior risco de serem anoréxicas.

Pessoas em certas profissões, como atletas, bailarinos, dançarinos, ginastas ou modelos, podem motivar uma pessoa a decidir por diminuir seu peso, possivelmente resultando em um transtorno alimentar. O perfeccionismo também é um fator de risco. Fatores como a perda de pessoas queridas ligadas ao doente e as tristezas geradas, levam a má alimentação do doente. Ele passa não sentir fome ou vontade de comer, o que gera a anorexia praticamente involuntária.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Sexo Na Adolescencia

Transformações da Mente e do Corpo
A Adolescência
, período de vida compreendido entre 10 e 20 anos, é uma fase bastante conturbada. Ocorrem transformações físicas e emocionais importantes, preparando a criança para assumir um novo papel perante a família e a sociedade. A criança desenvolve-se, amadurece e fica apta para usufruir sua sexualidade, firmando sua identidade sexual e buscando um par, já com a possibilidade de gerar filhos.
A fase onde há modificações no corpo chama-se de Puberdade. Ocorre a 1ª menstruação nas meninas (menarca), as poluções masculinas (ejaculações espontâneas sem coito), o crescimento de pêlos no corpo, a mudança de voz nos rapazes, o amadurecimento da genitália, com aumento do tamanho do pênis e dos seios, entre outros.
Mas nem sempre esta fase vem acompanhada das transformações emocionais e sociais que são o marco da adolescência. Dependendo da cultura de cada povo, a adolescência pode chegar mais tarde, independente da criança estar já bem desenvolvida fisicamente. É o caso dos países ocidentais, como os Estados Unidos e a Inglaterra ou França. O processo de educação continuada e a grande soma de informações, por exemplo, acabam por retardar a necessidade, por parte dos jovens, da busca de uma vida separada de seus pais. Muitos ainda moram com a família depois dos 20 anos. Já em sociedades mais simples, como em algumas regiões do Brasil, da África ou da Ásia, a necessidade de força braçal, desde muito cedo, antecipa a entrada da criança na adolescência e nas responsabilidades que lhe são devidas.





O Adolescente e a sua Sexualidade
A jovem adolescente amadurece em média dois anos antes do rapaz. Busca fortificar sua feminilidade, prorrogar os encontros sexuais e selecionar um parceiro adequado para poder ter sua 1a relação sexual, o que ocorre de forma gradativa. Vai experimentando seus limites progressivamente. Os rapazes buscam encontros sexuais com mais ansiedade, geralmente, persuadindo as garotas ao sexo com eles. Em nosso meio, há uma tendência do jovem em experimentar sensações sexuais com outros de sua idade, sem necessariamente buscar uma relação sexual propriamente dita. O termo que se usa atualmente é "ficar".
A perda da virgindade ainda é um marco importante para os jovens. É um rito de iniciação sexual, que pode ser vivenciado com orgulho ou com culpa excessiva, de acordo com a educação e tradição da família. Inicialmente, os jovens buscam apenas envolvimento sexual, testando suas novas capacidades e reações frente a sensações antes desconhecidas. É a redescoberta do corpo. Só depois procuram o envolvimento afetivo complementar passando a conviver não apenas em bandos, mas também aos pares.
A masturbação faz parte da vida das pessoas desde a infância e, na adolescência, se intensifica com a redescoberta de sensações, tanto individualmente quanto em dupla ou em grupo.